Cartaz de divulgação do longa-metragem pernambucano "Filhas da Noite.

Neste sábado, 24 de maio, o tradicional Cinema São Luiz recebe a aguardada estreia do longa-metragem Filhas da Noite, produção pernambucana que resgata e celebra a trajetória de seis performers veteranas da cena noturna recifense. Com uma abordagem documental sensível e estética envolvente, o filme mergulha nas histórias de vida dessas artistas que marcaram época e abriram caminhos para as futuras gerações da comunidade LGBTQIA+.

Vencedor do Troféu Candango de Melhor Filme no 57º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e finalista na categoria de Melhor Direção de Fotografia em Documentário do Prêmio ABC 2025, da Associação Brasileira de Cinematografia, Filhas da Noite reafirma a força do cinema pernambucano ao contar a memória e a obra de seis ícones da noite recifense.

Dirigido por Henrique Arruda e Sylara Silvério, cineastas reconhecidos por suas obras provocativas e afetuosas, o longa é conduzido por um globo espelhado — símbolo das discotecas e dos tempos áureos que essas artistas viveram — que convoca as protagonistas a revisitarem suas histórias e reencontrarem suas memórias mais íntimas diante das câmeras.

Entre confidências, reencontros e muita emoção, elas revelam não apenas experiências pessoais, mas também o impacto de sua arte e resistência em uma cidade em constante transformação. Mais do que um documentário, o filme é uma homenagem às pioneiras de uma revolução ainda em curso. Mulheres que desafiaram preconceitos e iluminaram a escuridão com brilho, coragem e talento, deixando uma marca indelével na cultura local.

A sessão de estreia começa às 18h, no Cinema São Luiz. Após a exibição, o público poderá participar de um bate-papo especial com os diretores Henrique Arruda e Sylara Silvério, além das protagonistas do filme.

Filhas da Noite é um gesto de memória, afeto e resistência. Uma chance rara de reverenciar quem brilhou — e segue brilhando — mesmo quando as luzes da pista parecem ter se apagado. Abaixo, assista o teaser do filme.


Por Clécio Bernardo