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| Belas paisagens foram cenários para o terror na década de 1970 |
Em 2025, uma das figuras mais icônicas do imaginário popular recifense completa meio século: a Perna Cabeluda! Sim, aquele membro misterioso, peludo e desgovernado que nos anos 70 aterrorizou (e divertiu) quem andava pelas ruas do Recife à noite.
O que era isso, minha gente?
Diziam que era só uma perna — sem corpo, sem cabeça, só a perna! — que surgia do nada, corria feito doida e dava bicuda em quem ousasse sair de casa tarde. Tinha quem jurasse de pé junto que levou um chute. Outros diziam que era invenção da Rádio Jornal para entreter o povo. O fato é que ninguém queria pagar pra ver…
Mistério, medo e muita risada
A Perna Cabeluda foi celebrada pelo programa “O Esquenta Muié”, comandado por Walter Andrade, e virou fenômeno. Era uma mistura de medo com humor, típica da criatividade popular. Foi um dos primeiros grandes casos de "histeria coletiva" em Pernambuco — só que com muito bom humor.
Virou cultura
A lenda virou quadrinho, peça de teatro, samba, reportagem, artigo acadêmico... e até hoje rende histórias nas mesas de bar. Se você é de Pernambuco, é quase certeza que já ouviu alguém contar:
“Foi lá no Derby. A perna passou correndo e deu um chute num rapaz que nunca mais saiu de casa…”
50 anos depois…
A gente celebra essa memória com riso no rosto e peito cheio de saudade. A Perna Cabeluda é parte do que temos de mais valioso: nosso jeito único de contar causos, criar mitos e transformar o medo em festa.
Que viva por mais 50 anos — correndo por aí, entre o real e o imaginário.
Por Clécio Bernardo

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