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| Cena do longa-metragem brasileiro Ainda Estou Aqui. Foto: Alile Dara Onawale |
Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, o filme narra a comovente história de Eunice Paiva, que luta para descobrir a verdade sobre o desaparecimento de seu marido, um militante político, durante a ditadura militar no Brasil. A interpretação visceral e emocionante de Fernanda Torres no papel de Eunice tem sido amplamente elogiada desde a estreia do filme, rendendo-lhe inclusive o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama.
A indicação de "Ainda Estou Aqui" na categoria de Melhor Filme Estrangeiro representa um marco para o cinema brasileiro, que busca consolidar sua presença no cenário internacional. Embora o Brasil já tenha tido outros filmes indicados nesta categoria, esta é a primeira vez que uma produção nacional concorre também ao cobiçado prêmio de Melhor Filme.
A nomeação de Fernanda Torres também é histórica. Ela se torna a segunda atriz brasileira a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz, seguindo os passos de sua mãe, Fernanda Montenegro, que concorreu e emocionou o mundo com sua atuação em "Central do Brasil" (1998), também dirigido por Walter Salles. Essa conexão familiar e profissional adiciona uma camada especial a esta conquista.
"Recebemos essas indicações com muita alegria e um profundo senso de responsabilidade", declarou o diretor Walter Salles em uma coletiva de imprensa realizada hoje no Rio de Janeiro. "É um reconhecimento importante para o filme, para a história que ele conta e para o talento dos nossos artistas e técnicos." Fernanda Torres, visivelmente emocionada, dedicou a indicação à memória de Eunice Paiva e a todas as pessoas que lutaram contra a opressão no Brasil.
A cerimônia de entrega do Oscar 2025 está marcada para o dia 2 de março em Los Angeles. A expectativa no Brasil é grande para que "Ainda Estou Aqui" possa trazer para casa as estatuetas, coroando um ano de importantes conquistas para o cinema nacional e celebrando a força da memória e da luta por justiça. O filme, que já emocionou plateias em festivais e salas de cinema do país, agora busca o reconhecimento máximo da Academia, levando ao mundo uma história brasileira de resistência e humanidade.
Por Clécio Bernardo

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