Para alguns apenas uma lenda do folclore brasileiro, sobretudo de Pernambuco; para outros, um ser encantado, uma entidade que se manifesta dentro de matas, florestas e em áreas com muito verde.
Segundo a oralidade, Cumadre Fulôzinha ficou órfã de mãe muito cedo e sofreu maus-tratos pelo seu pai, um homem dependente do álcool, que vivia agredindo a filha por ela gostar de passear na mata e cuidar dos animais.

Certa vez, seu pai chegou bêbado em casa, pegou sua filha e a enterrou viva na mata que ficava ao lado de sua casa. Depois da morte da filha, o homem começou a ser perturbado pelo espírito dela e cometeu suicídio. A partir daí, Cumadre Fulôzinha passou a defender a fauna e a flora de caçadores, madeireiros e qualquer pessoa que entrasse no local para destruir a natureza.

Para o Sacerdote e mestre em ciências da religião, Pai Edson de Omulú, os olhos vermelhos de Cumadre Fulôzinha dentro da mata escura representam um sinal. "Em tempos como o nosso, em que a natureza não é respeitada, Cumadre Fulôzinha é aquele farol, aquele sinal, aquele alerta da natureza de que o homem, por mais que tente, existem encantos dentro da mata que ele nunca vai dominar", disse.



Por Clécio Bernardo