O ano era 1535. A aldeia indígena Marim dos Caetés, localizada entre sete colinas e cercada por uma paisagem exuberante, logo atraiu o interesse dos portugueses. O território, além de belo, era estratégico em tempos de invasões e conflitos.
Segundo contam guias turísticos e alguns historiadores, Duarte Coelho, líder da expedição colonizadora portuguesa, ficou tão impressionado com a vista que não hesitou em exclamar: “Oh, linda situação para uma vila!” Assim, Marim dos Caetés foi rebatizada como Olinda — nome que permanece desde 12 de março de 1535.
A partir daí, Olinda passou a servir aos interesses da Coroa portuguesa. Iniciou-se o contrabando do pau-brasil, da cana-de-açúcar e de outras riquezas naturais da terra indígena. Por volta de 1580, chegaram as ordens religiosas — Carmelitas, Jesuítas, Franciscanos e Beneditinos — que catequizaram, reprimiram e praticamente eliminaram a cultura, a fé e os povos originários.
Em 1630, novos invasores tomaram a cidade: os holandeses. Um ano depois, Olinda foi incendiada, e Recife passou a ser a capital de Pernambuco após a Guerra dos Mascates. Mais tarde, em 1817, durante a Revolução Pernambucana, Olinda desempenhou papel decisivo na luta pela liberdade do domínio português. Foi no Seminário de Olinda que nasceu a bandeira do estado de Pernambuco.
Olinda esteve presente em diversos momentos-chave da história do Brasil. Foi berço do primeiro grito em favor da criação de uma república, em 10 de novembro de 1710. Criou o primeiro curso de Direito do país e, em 1982, foi reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Em 2005, recebeu o título de Primeira Capital Brasileira da Cultura.
Diante de tanta importância histórica e cultural, celebramos hoje, 12 de março de 2019, com orgulho e carinho, o aniversário de Olinda. Parabéns ao povo olindense e a esse município que é símbolo de resistência, beleza e identidade brasileira.
Por Clécio Bernardo
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