Iniciada no candomblé aos 14 anos, Mãe Elda construiu uma trajetória dedicada à fé, à educação e à valorização das tradições afrodescendentes. Atuou como alfabetizadora e conselheira comunitária, tornando-se referência para mulheres de terreiro, juventudes periféricas e ativistas da cultura popular.
Em seu terreiro, unia espiritualidade e ação social, promovendo rodas de diálogo, projetos educativos e articulações voltadas ao fortalecimento da presença negra na vida pública e cultural do Recife. Entre suas contribuições mais expressivas está o apoio à Nação do Maracatu Porto Rico, com quem mantinha profunda ligação espiritual.
Para Mãe Elda, o maracatu era mais que folguedo: era extensão do terreiro, um ato contínuo de fé, memória e resistência. Sua trajetória rompeu barreiras e firmou seu nome como uma das grandes vozes negras da cidade.
De acordo com informações oficiais, o velório de Mãe Elda de Oxossi acontece nesta segunda-feira (12), na sede da Nação Porto Rico, onde ela atuou como matriarca e liderança espiritual. O sepultamento está marcado para a tarde da próxima terça-feira (13), no Cemitério de Santo Amaro, zona central do Recife.
Por Clécio Bernardo
Foto: Divulgação

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