Como toda grande cidade, o Recife é repleto de praças. São áreas de lazer de diferentes tamanhos espalhadas pelos bairros — espaços que servem para o descanso à sombra de uma árvore ou para o convívio social. Mas, em uma cidade conhecida como a capital mais mal-assombrada do Brasil, até um simples banco de praça pode esconder histórias perturbadoras.
Entre os muitos relatos sobrenaturais que permeiam o imaginário recifense, está o da Praça Chora Menino, um pequeno espaço localizado no bairro do Paissandu, área nobre da capital pernambucana. O nome, por si só, já causa inquietação. E segundo moradores da região, é melhor evitar passar por lá depois do pôr do sol. Isso porque há quem jure ouvir, ao cair da noite, o choro de uma criança vindo do interior da praça — mesmo sem ninguém por perto.
A origem desse mistério remonta ao século XIX, durante um episódio sangrento da história local: a Setembrizada de 1831, uma série de conflitos e assassinatos envolvendo homens, mulheres e até crianças, ocorrida em meio à turbulência política do período.
O Contação desta semana, o primeiro de maio, mergulha nesse cenário sombrio que mistura fatos históricos e crenças populares. Acompanhe nossa videorreportagem e conheça os bastidores de um dos locais mais enigmáticos do Recife.
Por Clécio Bernardo

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